sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

As mulheres com mais de 30 anos...

Recebi esse texto citando autoria de Arnaldo Jabor, mas como praticamente todo texto que propaga na internet, mesmo não sendo, recebem nomes de autores já consagrados de repente por um receio de não causar o mesmo impacto caso o autor verdadeiro não seja tão conhecido, o que não concordo, resolvi repassar este que é uma massagem no ego das mulheres que já passaram dos 30 anos de idade, e vêem ainda esperança de conhecer alguém que compartilhe da mesma opinião:


A MAIS PURA VERDADE...

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...

E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.

Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...

Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!

Arnaldo Jabor

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Muita merda pra você"

Muita merda pra você! Ou apenas Merda! É assim que os atores e personas do mundo teatral desejam sorte um para o outro. Por mais que seja engraçada essa forma de querer o bem, esta frase, nascida na França de Molière, o berço do teatro moderno, vem sendo repetida a séculos por todo o mundo. Sua conotação de bonância partiu da grande quantidade de escrementos deixada pelos equinos que puxavam as carruagens que por sua vez levavam os nobres para apreciar os espetáculos teatrais, e quanto mais carruagens nos estacionamentos perante ao teatro, mais merda espalhada ao final do espetáculo e desse modo a enorme quantidade da mesma representava o quanto foi concorrido o evento daquela noite. Ao passar do tempo, a cada início de temporada o mais esperado entre os artistas envolvidos era exatamente “muita merda” espalhada por todo o redor do teatro, e assim foi se criando o hábito de desejar: MERDA!!

Fonte: http://www.vivacultura.org/2010/ler.php?cod=18


Abrçs e mt merda para todos!
Jenny ;-)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Homenagens Dia do Blogueiro

Algumas das homenagens q rolou pela blogosfera!!
Parabéns para nós!! :-)
















sábado, 6 de março de 2010

Passerà - Passará

Passerà - Passará

As canções não se escrevem
Mas nascem por si
São as coisas que acontecem
Cada dia em torno a nós
As canções basta colher-las
Existe uma também para você
Que torna mais difícil viver
E não sorri nunca.
As canções são ciganas
E roubam poesias
São enganos como pílulas
Da felicidade
As canções
Não saram
Amores e doenças
Mas aquela pequena dor
Que existir nos dá.
Passará , passará
Se um
Rapaz e uma guitarra estiver ali
Como você, na cidade
A olhar esta vida que não vai
Que nos mata as ilusões
E com a idade das canções
Passará sobre nós
Terminaremos tudo em um banco antes ou depois
Mas porque, e quem sabe
As angústias de uma rica pobreza
A falar dos amores que não tens
A cantar uma canção que não sabes como faz
Porque a perdeu dentro
E se lembra somente
Passará
Em um mundo de automóveis
E de grande velocidade
E por quem chega sempre último
E por quem se fala adeus
Por quem se debate nos obstáculos
Da diversidade
As canções são vaga-lumes
Que cantam no escuro.
Passará antes ou depois
Esta pequena dor que existe em você
Que existe em mim, que existe em nós
E nos faz sentir como marinheiros
Em poder do vento e da saudade a cantar uma canção que não sabes
Como faz
Mas aquela pequena dor que seja ódio, ou que seja amor
Passará.
Passará, passará.
Também se farás
Somente la la la
Passará, passará
E a qualquer coisa uma
Canção servirá
Se a tua pequena dor
Que seja ódio, ou que seja amor
Passará.

(Álbum: Equilibrio Distante - Renato Russo)
(Composição: Aleandro Baldi/Bigazzi/M. Falagiani)

video

segunda-feira, 1 de março de 2010

Novos Poetas Brasileiros: Coleção Primavera Verão

Garimpando blogs alheios, não é que encontro no Brincando com Coisa Séria (http://brincandocomcoisaseria.blogspot.com/2010/02/novos-poetas-brasileiros.html), os melhores momentos da intervenção humorística (tem gente que chama de 'pegadinha') no Sarau das Letras, Casa das Rosas, em São Paulo.
Compartilhando com vcs:

video

Achei ótimoooo: "Eu sou zero, você é um, juramos o nosso amor em PHP. Você e eu, você e eu, Ctrl+C, Ctrl+V."

São eles:
Cia de Humor Olaria GB
http://www.olariagb.com.br
http://twitter.com/olariagb

;-)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Senso de Responsabilidade

Senso de Responsabilidade


Existem autores ilustres, mas pouco conhecidos. O conteúdo de suas obras poderia ser comparado ao daqueles que se imortalizaram. Na verdade, eles estão pouco interessados em ser celebridades. Esperam apenas tocar corações e mentes, ao demonstrar seu ponto de vista acerca da verdade, no tempo e no espaço em que vivem e sonham. São pessoas de bem, do bem e que cultivam o belo. Uma dessas admiráveis figuras, em 1989, lançou o livro “O Senso de Responsabilidade na Sociedade” – Editora Aquariana. Quem já ouviu falar de Torkom Saraydarian?

Ocultista, músico, escritor, por meio de sua obra, faz a conexão entre o mundo espiritual e o quotidiano. Torkom é dessas raras pessoas idealistas e pragmáticas, que vivem intensamente o que pregam e têm a consciência de que a sua pátria é o próprio planeta. Analisando os acontecimentos e o comportamento humano no início desta segunda década do terceiro milênio, podemos reconhecer a importância de suas reflexões para as relações humanas retas na sociedade.

Vivemos uma época de deslumbramento com os avanços tecnológicos. Sentimo-nos poderosos, com a ampliação de nossa capacidade de se comunicar, se deslocar, ver, ouvir, conhecer, conquistar, curar, etc. Endeusamo-nos! E isso aconteceu logo após o fim dos regimes autoritários e totalitários do século passado. Foi tudo tão rápido! É tudo tão recente! Não fomos paulatinamente preparados para conviver com tanto poder e liberdade. As organizações sociais, distantes ou a reboque de tanta inovação, tentam desesperadamente adaptar-se, em caráter de emergência, aos novos cenários. E quantos esforços em vão de abnegados e bem intencionados profissionais das ciências humanas e sociais, na busca de teorias e filosofias eficazes. Realizam pífias mudanças, no instante em que o mundo nos exige revolução. Muitas vezes na contramão, ainda reforçam o individualismo, mantendo a lógica do século das guerras.

Educar para quê? Para a liberdade! Para a disciplina consciente compactuada. Para o respeito mútuo, a tolerância, a cooperação, a participação ativa, o comprometimento com o bem comum e a honestidade. Nesta sociedade global, de organismos e indivíduos cada vez mais interdependentes, não há mais espaço para ganhadores e perdedores. É preciso transformar essa ótica e utilizar estratégias adequadas aos novos tempos. Somos verdadeiramente vitoriosos, quando nas adversidades encontramos soluções compartilhadas de interesses coletivos.

O senso de responsabilidade na sociedade atual, conforme os argumentos de Torkom Saraydarian, aponta um caminho em direção à liberdade sem libertinagem e à evolução tecnológica sem a perda dos sublimes valores humanos universais. E, concomitantemente, podemos ser ancorados e norteados por esta síntese filosófico-religiosa: “só fazei ao próximo o que gostaríeis que ele vos fizesse”, cuja autoria poderia ser atribuída a Sócrates, Buda, Confúcio, Jesus e a tantos outros Iluminados.

por Guido de Castro - Fev/2010
(guidodecastro@hotmail.com)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

...tantas vezes castigada.

"Minha poesia, como lhe sou grato e como me conforta. Logo ela, tantas vezes castigada."

Lyad de Almeida

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A cobaia do “não”

Sou uma defensora do dizer “não” principalmente na educação dos filhos. Acho sinceramente que a vida nos diz muitos “nãos” o tempo todo e que seria cruel demais criar meus filhos sempre ouvindo “sim” e se deprimirem por conta de cada “não” recebido na posteridade, sendo que eles não foram acostumados com isso. Eu recebi “nãos” na infância e sou grata por eles. Mas lidar com isso não é fácil. Quando se trata de alguém que não foi habituado a receber pelo menos alguns “nãos”, complicado também. Mais complicado ainda, digo, mais complicado do que receber o “não” é dizê-lo. Você pode tornar outras pessoas mimadas, incompreensivas, com tendências fortes a frustração e depressão, ou ainda você de repente já tenha essas tendências, visto a necessidade de dizer “sim” com receio de que outras pessoas se afastem, lhe percam o carinho e o respeito. Definir o “sim” ou “não” deve ser resultado de bom senso conforme a situação, a resposta impulsiva pode até demonstrar insegurança, fragilidade, dependência, baixa auto-estima e causar complicações para ambas as partes. E nada melhor do que a verdade. Se algo lhe é pedido, não é necessário mentir para tentar não parecer incapaz por vontade própria, ou como se diz, aparentar ‘má vontade’, mas sempre há uma forma sutil de dizer o que realmente lhe é cabível. Não se pode agradar a todos, e uma vez li que “tentar agradar a todos é o caminho mais rápido para o fracasso”, não havia entendido a princípio o que queria dizer esse ditado, mas após algumas experiências profissionais, entendi a idéia, e me vejo várias vezes caindo nesse erro, tentar agradar a todos. “Cobrir um Santo, descobre o outro”, outro ditado interessante. Por fim, por já pensar dessa forma, me vi obrigada a pelo menos tentar ajudar com as palavras alguém que não sabia dizer “não” e que já sofreu muito por isso. Foi humilhado, explorado e mesmo assim ainda se sentia culpado e incapaz de fazer tudo para agradar totalmente outras pessoas. E olha que maravilha, um belo dia precisei da ajuda dessa pessoa, que sempre me atendeu prontamente e ele disse que não me atenderia, esbocei, óbvio, uma reação aflita quase até que agressiva, visto que nunca ele tinha me negado ajuda e vice-versa. Mas, após longa conversa e argumentação, ele só conseguiu me convencer quando disse: “Não saber dizer ‘não’ destruiu boa parte do que eu era e o gostaria de ser, você quer que eu volte a não dizer ‘não’ de novo?”. Não disse uma só linha a não ser: “Ok, você tem toda razão”. Depois concluí que o meu esforço foi válido, embora ele já tivesse me acostumado tão ‘mal’, tinha que colocar em prática o uso do “não” justo comigo? Rsss. Está certíssimo ele. Ele pode muito bem me atender numa outra situação e tudo bem.

Ah, aproveitei para pesquisar um pouco a respeito e encontrei essas observações sobre o dizer “não”:
>> Não comece pedindo desculpas. Isso poderá sugerir um eventual sentimento de culpa.
>> Pergunte a si mesmo se o pedido parece-lhe razoável e se você quer mesmo aceitá-lo ou não. Sempre que tiver dificuldade em se decidir, provavelmente sua vontade sincera é pelo não.
>> Se precisar de mais detalhes, peça-os antes de decidir.
>> Se chegar à conclusão de que deseja dizer não, faça-o sem rodeios e sem mentiras.
>> Seja breve, dê sempre uma explicação, mas que pareça mesmo uma explicação e não uma série de desculpas.
>> Muitas vezes não basta dizer não. Se desejar ajudar o outro (ainda que não queira fazer o que lhe pediu), ouça com atenção o que ela tem a dizer, exponha o motivo de sua negativa e veja se pode ajudar a encontrar outra solução para o problema.

“Dependendo do grau de submissão que sentimos em relação à opinião dos outros sobre nós mesmos, percebemos maior ou menor dificuldade em dizer não. Às vezes essa dificuldade é conseqüência do medo de parecermos egoístas, grosseiros, chatos, difíceis de lidar ou coisas assim. É fundamental para nosso bem-estar e para nosso senso de liberdade sabermos dizer não ou, caso contrário, podemos arriscar boa parte de nossa felicidade (e até da felicidade de nossos familiares) em função do outro.” (Geraldo J. Ballone - http://www.novaera.org)


Jenny Faulstich

sábado, 2 de janeiro de 2010

Como é estranho datar 2010...

...não pelo número em si, redondinho, até 'bonitinho', mas pelo que eu senti ao datar meu primeiro poema de 2010. Parecia ter sido ontem quando datava 1992. rs
E lá vamos nós, mais um ano, novo ciclo, novos projetos (ou antigos renovados, afinal, reciclagem tá na moda), novas esperanças de que seja o início de uma boa fase.
E assim, reativando a "realidade a varejo", e apresentando uma ideia "jennyal" desejo a todos um ano próspero, bem como diz o Houaiss:
1 que prospera, se desenvolve, progride
2 propício, favorável
3 que tem êxito; bem-sucedido, afortunado
4 que acumulou riquezas; rico, abastado
5 ditoso, feliz, venturoso

Um afetuoso abraço para todos!!
Jenny Faulstich
www.jennyal.com.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O que alguém disse

"Refugia-te na Arte" diz-me Alguém
"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor, ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.

"Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é Divino e imortal!
Cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a Verdade e em mais ninguém!"

No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem... E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...

O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...

Florbela Espanca
"O que alguém disse"
Livro de Soror Saudade

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Resende e as xilogravuras

Não pretendia escrever aqui nada que não fosse poemas... porém ao caminhar por Resende percebi algumas coisas estranhas nos postes e paredes e não resisti... e vi também que somente um texto não seria capaz de traduzir o que pensava então fiz o vídeo que segue abaixo.

Aqui transcrevo as legendas....


Prólogo

A cultura veste-se quase sempre de terno ou blazer, vestido longo e charpe. Refugia-se em museus, salas escuras de teatros e galerias do MAM, MAC e afins, entre pessoas soberbas e chãs. Nas palavras de Monteiro Lobato diria que teorizam a arte pendurada nas paredes ou encenada nos palcos “com grande dispêndio de palavrório técnico, descobrem nas telas intenções e subintenções inacessíveis ao vulgo, justificam-nas com a independência de interpretação do artista e concluem que o público é uma cavalgadura e eles, os entendidos, um pugilo genial de iniciados da Estética Oculta”.

Contudo, graças a Deus e a alguns espasmos de originalidade, nem tudo é tão modorrento...

Arte Insólita

Eis que um dia um bando de garotos decide fazer xilogravuras... e colá-las nas ruas... se as pessoas não vão à galeria, pois bem, a galeria que venha às pessoas, é assim que se justificam as centenas de gravuras fixadas em postes, paredes, pilares e outros lugares públicos de Resende.

É a arte ofensiva, ofensiva no sentido de sair das galerias esterilizadas e infecundas e invadir a polis, a cidade... Laçando, não pela sofisticação cultural, mas pela curiosidade e pelo insólito, seu público.

A Cidade e a Polis

Cidade

Polis

Comunidade

Arte

Como se relacionam as pessoas com a cidade? Como se relacionam os resendenses com Resende? Haverá, Houve ou há um movimento estético resendense?

O belo, o feio, o prazer de contemplar-se no espelho, será que temos isto? Auto-estima... ou auto flagelação? Autopiedade ou automatismo ao caminhar pelas ruas como se fossem túneis, sem olhar para os lados, sem perceber a cidade, as pessoas, apenas os buracos fazem-se perceber, mais por abundância do que por perspicácia do observador...

O gosto do bom gosto

Arte... sementes de bom gosto... um choque aos olhos acostumados a cinza, cal e asfalto... ou apenas poluição visual? Ou somente anarquia gratuita sujando paredes e pilares de pontes? Arte ou somente contestação barata? Arrogância de artistas petulantes ou um gesto de gentileza urbana? Não sei... porém, acima de tudo, é uma arte incômoda que grita para ser ouvida... que o bom senso nos levar a pensar a respeito... de nós... das gravuras... e da cidade.

Pensemos a cidade... pensemos nossas casas e ruas, nossos rios... nosso espaço, pois como criaturas urbanas este é nosso habitat, este é nosso mundo.

Abraço,

Washington Lemos

domingo, 19 de julho de 2009

Arctitude

Aquela aranha se acumula nas paredes.

Uísque na garganta

Tedioso tilintar do gelo

A solidão no fundo do copo...

Riscos rabiscos palavras insidiosas

Todas aquelas besteiras escritas na inocente folha em branco

Que aceita tudo mudamente... em silêncio...


Corpo

Copo

Saliva

Beijo

Aperto cama cama carma

Braços tortos

Pele ondulada

Cheiro

Perfume

E coisas afins.


Quadris quadris

Arctitude da cintura

De coxas

Quadris quadris

Tão Ardis.


Rodopia

Gira

Gira

Estira-se

E se deita no chão.


Uísque na garganta

Tedioso tilintar do gelo

A solidão no fundo do copo...



WML

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bazar

Vendo meus sonhos,
dôo meus pesadelos,
empresto minhas asas,
deixo meu sorriso,
passo o que eu sinto
porque não sou capaz
de guardar para mim.
Na falta de interessados
pode levar o que desejar,
meus olhos, minha boca,
minhas palavras tristes,
meu suicídio coletivo,
meus momentos de loucura,
meus instantes de poesia,
minhas breves lembranças,
meu instinto de parasita,
seja lá o que pareça ser
e não é.
Vida, luz, coragem,
fraqueza, solidão,
minha imagem,
minha busca na arte,
tato, audição, paladar,
minha essência empoeirada
na vitrine de um bazar.

Jenny Faulstich
(17/07/2009)

domingo, 12 de julho de 2009

Meu desejo

Meu desejo é de escrever uma poesia e que não seja a mais bela das poesias,
ou mesmo que fale de lindas estórias de amor, nem precisa falar de amor ou, quem sabe,
mesmo que traga algum conteúdo para servir de lição de vida, ou moral, que não fale de
fantasias. Nem precisa servir de inspiração para alguém, se for alegre, ou se for triste,
não importa. Quero apenas achar uma porta.
Não precisa nem ser uma poesia de verdade!
Eu queria poder escrever alguma coisa que fizesse sentido. Sentido para mim e,apenas para mim!
Escrever algo que me elevasse ou diminuísse contanto que me tirasse daqui, que me tirasse de dentro de mim.
Algo que fosse tão pesado que o peso de dentro do meu peito parecesse apenas ar,
algo que fosse tão sujo que a sujeira da minha alma parecesse apenas poeira,
escrever algo tão estranho que a minha própria estranheza ao me ver no espelho
me parecesse a amizade de uma vida inteira.
Mas na vida real os desejos raramente são atendidos, pois poesias pertencem aos poetas,
vontades raramente são saciadas, amores dificilmente correspondidos, e loucuras facilmente confundidas.
Meu desejo é que ninguém deseje o que eu desejo.
Meu desejo é nunca ter desejado você, assim jamais desejaria tanto te esquecer.

Edson Carvalho Miranda
(12-07-2009)

sábado, 20 de junho de 2009

Não sei o que eu quero



Não sei o que eu quero,

Nem por isso tenho dúvidas:

Como meninos imberbes

Fronte seios fartos.


Não sei o que eu quero,

Nem por isso tenho dúvidas:

Como meninos inertes

Fronte seios parcos.


Qual navio à deriva,

Pendente do mastro,

Flana minha alma.


Com beijo e saliva

Descrevo um rastro

Em seu ventre sem calma.


Desejo que me rói.

Saudade que se perde.

O medo que se constrói

No beijo que não se pede.


Não sei o que eu quero

Mas nem por isso tenho dúvidas,

Apenas caos luz exatidão.

O que foi aquilo que não vi então?

Era alma em disparada,

Práxis libertária condensada.

Era algo de estranho

Em coração de estanho.


Não sei o que eu quero

Mas nem por isso tenho dúvidas,

Somente venda olhos escuridão,

Último suspiro do pulmão,

Língua tateando corpo,

Mísera arritmia de morto,

Dentes mordendo a boca,

Marca de ânsia ao retirar a roupa.


Não sei o que eu quero

Mas nem por isso tenho dúvidas:

Como meninos imberbes

Fronte seios fartos.


Qual navio à deriva,

Pendente do mastro,

Flana minha alma.


Não sei o que eu quero

Mas nem por isso tenho dúvidas.


20/06/2009

WML

terça-feira, 16 de junho de 2009

Eu posso

Quando lágrimas

me vêm aos olhos,
retomo a luz
no íntimo do meu ser,
me oriento por ela
e creio que eu possa vencer.
Privilégio da força,
liberdade, compreensão,
simpatia e alegria.
Eu posso, você também!
Erga-se, coragem,
e volte a caminhar,
você também.

F.Leal

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Matando saudade de Quintana

Indiscutível Quintana!
Há pouco tive o prazer de me deparar por acaso com um presente maravilhoso que ganhei da amiga Célia Borges. Estava ele, ali, tão pertinho, escondidinho sob outro livro, meu Quintana de Bolso, bem vindo em qualquer momento. E justamente numa reflexão em que me encontrava, abri o livro em qualquer página, e bastou-me essa, para comover-me numa fusão do que sentia com o que eu lia.
Página 148

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!


(Mário Quintana)

Passei o livro novamente a cabeceira, para ir matando a saudade em doses homeopáticas, afinal um poeta que cita Renoir na Canção da Vida, me fita com atenção e acalenta o meu coração.

Jenny Faulstich

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Espera

Olhei a minha volta em busca de um coração,
mas, ironia, não havia nenhum.
Busquei, então, ao longe,
mas ainda assim não encontrei.
Dormi por tantos anos que não sei onde me encontro,
nem em que momento me abandonei na estrada de viver.
E, agora, procuro minha alma que,
perdida, a vagar por onde nao sei achar,
erra por caminhos estranhos,
acompanhando um sonho,
uma ilusão,
sem que eu possa resgata-la.
E fico eu, aqui,
desperta,
sem alma ou coração,
esperando,
observando a multidão.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Alfa Beto

Ouço de meu quarto
A algazarra de crianças sendo alfabetizadas:

“aaa” “iii” ai
“uuu” “iii” ui
“ooo” “iii” oi

Olá! (Respondo mudamente)

Será que logo logo,
Letra a letra,
Sílaba a sílaba,
Devorarão Dostoievski?
Cantarão Bandeira?
Emocionar-se-ão com Quintana?

E continuam:
“ra” “to”
“ca” “sa”
“lou” “co”

Pobres crianças...
Enlouquecerão com Nietzsche.

Abraço,
WML

domingo, 22 de março de 2009

Ocasião da formatura de Janaína B. Lima

Que seus projetos não destruam seus sonhos.
Que a luz não se apague por seus planos.
Que você tenha filhos, e seus filhos outros filhos.
Que cultive uma loucura insana o suficiente
Para lhe deixar rindo pela madrugada, feito demente,
Mas sem nunca tirar seu trem dos trilhos.

Que nasçam flores em seu telhado
E mato em seu jardim,
Assim verá que nem tudo tem lugar marcado,
Nem o amor, nem a vida, nem mesmo o capim.

Que lhe falte o açúcar para o café,
Mas não o café.
Que lhe sobrem feridas no coração,
Mas não falte o coração.
Que lhe falte a pessoa amada,
Mas não o amor.

Que lhe falte a vida, mas não lhe falte você.

WML