segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Teoria sobre "FELICIDADE"

Assim que acessei meu perfil do Orkut pela manhã, me deparei com a seguinte mensagem na sorte do dia:

Sorte de hoje: A felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca.

Ou seja, o 'mago' do Orkut enfim entendeu minha teoria... kkkkkkkkkkkkkkkk
Vamos que vamos... afinal... é a 'realidade a varejo'...
e que venha 2009!!!!
Bjs,
* Jenny

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Domingo

Quanto vale minha vida?
Um bocejo.
Em um lampejo
tudo se desperdiça
em apatia, marasmo,
e preguiça.

WML

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tributo à amizade.




Mais um ano, um passado que se fez, e se consolida como nossa historia, como nossa historia de vida, um futuro que se vislumbra e um presente em viver mais uma festa em comemoração ao nascimento do Menino Deus, Menino esse que, nunca podemos esquecer, nos presenteou com sua própria vida, seu próprio sangue e sofrimento, tudo isso para nos dar o direito de ter o livre arbítrio, paz e alegria, e nos deixou a mensagem para sermos generosos, irmãos, amáveis, bondosos, desapegados e, principalmente, unidos em seu nome. Ele nos presenteou com o presente, por isso é hora de agradecer as coisas boas que recebemos, de ver que as más poderiam ter sido muito piores e dar graças por isso, pedir por nós e por todos os que nos cercam para que sejamos agraciados e que, nessa próxima caminhada até o próximo aniversario do Menino Deus, possamos estar todos aqui novamente juntos, em um grupo ainda maior de pessoas gratas, dando graças novamente a mais um milagre.

Então, vamos deixar os sentimentos negativos de lado, as tristezas, as magoas, os rancores e, principalmente, deixar de sermos vítimas do mundo e de nós mesmos, pois se algo deu errado durante a caminhada, com certeza temos nossa parcela de cumplicidade e vamos tentar trocar o próximo passo de nossas vidas juntos. Vamos rir, brindar e comemorar com uma bela festa em nossos corações, em nossos espíritos e em nossas almas e festejar muito mais esse aniversário, uma vez que o presente que é o hoje, o agora, o Menino Deus já nos deu de graça e o presente, aquele que vem embrulhado em um lindo papel vermelho, é a sua amizade, o seu carinho, o seu amor, e este... é o meu presente para você.

É o que desejamos nós, do Blog Realidade a Varejo, a todos os nossos visitantes, seguidores e parceiros.

Um Feliz Natal!



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Entre nós dois

"Quebrar a cara" não é bom, óbvio, mas gosto quando quebro a cara às vezes... (?!)
Como foi o que aconteceu por esses dias, quando me mandaram um verso, achei muito interessante, desconfiei ser música, perguntei, estava certa até então, chutei alguns nomes para a autoria ou interpretação, errei feio todas as tentativas, enviaram a letra completa e não é que eu gostei mesmo!... rs
Compartilhando agora, a letra da música "Entre nós dois" - Banda NXZero, cujo trabalho conheço pouco, mas que, depois dessa, vou prestar mais atenção. Não só nessa banda como também de algumas outras que estão num momento 'top' com um determinado material, tendo outros muito bons e não tão divulgados.
Apesar que bem sei, que possuo uma certa tendência a gostar mais do que não é tão comum, ou diria, do que não é tão 'batido', pois acho que a repetição excessiva faz com que se perca a essência da idéia, torna-se 'mecânico', tanto a execução quanto a recepção. Exemplos para as minhas músicas preferidas de bandas 'bem' conhecidas: "Sete Cidades" - Legião Urbana e "Crônica" - Engenheiros do Hawaii. A grande maioria das pessoas com quem revelo essas preferências, comenta que não conhece ou nunca ouviu falar. Outro exemplo, adoro Los Hermanos, mas que não me venham com "Ana Júlia", rs.
Enfim, ou também estaria eu ainda tão agarrada aos pop's, rock's mais "clássicos" e desligada das novidades? Em outros termos, "estou por fora"?! rs
Abrçs,
Jenny



ENTRE NÓS DOIS

Tem coisas que não dá pra esconder
Que todo mundo vê
Que se pegam pelo olhar e vive uma mentira
Ou mentem pra viver como uma frustração
Ou como uma saída
O tempo revela todas as respostas dentro de cada um

[Refrão]
Tem coisas em você que me fazem bem não sei por que
E entre nós dois
Sempre foi e sempre será assim
Cada vez mais te vejo em mim

Nem tudo é como a gente quer
É como tem que ser
Acho que só vou saber
Mesmo quando sou
Quando perder pra sempre algo que realmente faz falta
O tempo revela todas as respostas dentro de cada um

[Refrão]
Tem coisas em você que me fazem bem não sei por que
E entre nós dois
Sempre foi e sempre será assim
Cada vez (cada vez mais) mais te vejo em mim

Não tem como esconder meu desejo (de te ter de novo)
Tente ver em meus olhos como eu me sinto
(Vai além das palavras)
Preciso te dizer

[Refrão]
Tem coisas em você que me fazem bem não sei por que
E entre nós dois
Sempre foi e sempre será assim
Cada vez mais te vejo em mim

Link: http://entrenosdois.nxzero.letrasdemusicas.com.br

(A quem me dedicou os versos - grifados - o que poderia dizer senão que fiquei lisongeada, mas como diz na mesma música, em outro verso "Nem tudo é como a gente quer")...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ao Sax Bar e a tudo que nele se encontra

Palavras em minha dieta.
Quem sabe, sejam os verbos
Minha comida predileta.

Antíteses de entrada,
Trazidas pelo Garçom Poeta
Com uma cerva bem gelada.

O Arguile carburando
Uma fumaça sem peso
Que voa pelas mesas, bailando.

Uma boa conversa franca
Entre amigos em bando.
Frango à passarinho para a janta.

Sacrilégio não ver
O rio à frente
Ou a igreja a me benzer,
Não escutar a gente
Rindo por viver e se alegrar
No Sax Bar... em Resende.

WML

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mal-me-quer

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

...

Para você,
sou apenas um guardanapo!
Toco poucos lugares do seu corpo,
além da boca!


Edson Carvalho Miranda
24-11-2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Consciência afro-descendente

Passei o feriado, ou o dia dedicado a consciência negra tentando entender o que nos trouxe até aqui até o agora, o hoje!

Não que não seja justo ter um dia de reflexão, ainda mais quando o Dia é criado em memória a um dos maiores ícones da história da nossa sociedade. Mas... reflexão sobre o que mesmo? O Que nos levou a conceber essa comemoração?

Há sim! O racismo.  Essa segregação, esse sentimento misturado com cultura, onde uma linha fina e tênue separa a piada da ofensa racial, do crime. Sim, pois de uma forma avessa, no Brasil hoje é crime, ou politicamente incorreto, dizer que um cidadão que tem a pigmentação da sua pele de uma determinada cor e chamá-lo por essa característica, de fato é justificável, afinal os cidadãos brasileiros, que agora temos que chamar de afro-descendentes, eles merecem todas as nossas homenagens, o nosso respeito e o agradecimento pela cota de participação na construção da nossa sociedade, claro que é justo! Justo e louvável.

Assim como foi justo para com os índios que essa mesma sociedade matou, e não satisfeita em exterminá-los, está apagando o pouco que ainda permanece do seu passado, da sua civilização, da sua cultura, transformando os remanescentes em capitalistas! Capitalistas corrompidos é bem verdade, e corruptores também, pois adquiriram certo poder... Pobres vítimas assim como os afro-descendentes.

Fico pensando em negros, índios, mamelucos, bugres, mestiços, caipiras, caboclos, alemães, italianos, turcos, sírios, libaneses, (parada para respirar) japoneses, decasegs, “nunsei”! Só sei que acabo ficando cafuso, ou digo, confuso ao perceber aonde cheguei refletindo!

Afinal esses todos, assim como os índios e os negros, também não são brasileiros, tanto quanto, os portugueses?

Eles também não ajudaram a construir essa sociedade, essa pátria que a todos nós acolhe?  

Então, vamos ser justos, resolveremos todos os problemas ligados ao racismo, criando um dia e um feriado de reflexão para cada uma das etnias e descendências. Pronto! O Brasil passará a ser o país mais democrático e justo do mundo. Não trabalharemos mais, é bem verdade, por conta de tantos feriados, ou sairemos da miséria ganhando hora extra de 100%! Mas, será que deixaremos de ser preconceituosos?

Sim! Preconceituosos..., afinal o problema não está na raça e sim no preconceito contra alguns que fazem parte de cada uma delas. E o pior! O preconceito na maioria das vezes começa ou parte daqueles que são da raça discriminada, mas por algum motivo se acham diferentes ou superiores, aí discriminam os seus semelhantes de raça, de etnia, de sangue.

            Não sou contra nenhuma manifestação que siga na direção de convivermos o mais pacificamente possível respeitando as diferenças, mas sou contra a criação dessas datas comemorativas que só fazem piorar o que já é ruim, sou contrário às cotas (separação por raça) e qualquer coisa que segregue um brasileiro dos demais.

Digo isso porque o dia que deveria ser o dia da consciência, não só a negra e sim a de todos os povos que compõem o Brasil, é o dia do folclore que anda esquecido, jogado, discriminado. Mas é o dia onde as tradições de todos os brasileiros independente da cor são ou deveriam, ser exaltadas, refletidas, direcionadas, relembradas, contadas e comemoradas com orgulho, todos juntos, afinal somos brasileiros,  ou até mesmo poderia ser o dia primeiro de janeiro, Dia mundial da paz,  Dia da confraternização universal entre os povos, mas parece não ser muito importantes para alguns... Quero só ver o dia que um “branquelo”, pobre, chegar numa delegacia de bairro nobre querendo prestar queixa de um cidadão afro-descendente com status dinheiro e poder que o tenha ofendido de forma racial, ou preconceituosa o que fará esse delegado?

Li muita coisa sobre segregação, racismo, preconceito, miséria e cheguei à conclusão que a cota que o Brasil precisa é de comida e saúde, até mesmo um pouco menos de cota de dengue,  para os pobres e, posteriormente, educação de qualidade, para todos!

Ao refletir no dia da consciência negra, sobre esses dias dedicados para alguns, sobre a incoerência, a segregação e as cotas, vi que a cada lei que o senado e o congresso aprovam, seja ela para diferenciar uma raça da outra ou diferenciar mulheres de homens ou mesmo para privilegiar alguns por sua cor, crença ou raça ignorando o mérito e a condição social, cada vez mais nos tornamos menos humanos e a sensação que fica é que estamos fazendo o caminho inverso ao trilhado pelos nossos ancestrais, os primitivos homens das cavernas. 


Edson Carvalho Miranda 

20-11-2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Diálogo (para que não se percam nossas palavras)

Caro amigo, não deixarei que nossas palavras se percam entre os tempos, pois o que há é o carinho que poucos compreendem e que muitos, tanto se queixam de tal ausência...

Aldo:
Franca, sinta minhas palavras.

Tem sido um tempo de parcos poemas. As razões para tal têm sido poucas. Busco inspiração nas amenidades.
Já é mais "humano" existir por ter você para compartilhar estas palavras e a poesia.
Observo que há letras tuas num blog, muito bom, por sinal. Escreva, flua no que sentir e sinta o que escreve.
Espero seguir minhas palavras e o teu exemplo...
Um forte abraço,
Aldo

Pois te digo, querido companheiro, Aldo:
Sinto tuas palavras tão quanto, o forte abraço que me envias.
E para quê existimos, senão para compartilhar, viver e fluir na poesia?
Estou, estarei, sempre aqui meu amigo... para que antes, durante e depois de cada 'chuva', possas ter um abrigo... e espero ser sempre justa, a cada tua palavra de ternura que vem a me agraciar.


AINDA QUANDO...

Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.
Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade...
Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade...
Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade...
Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macrocosmo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade...
Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade...
Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.
(Batuíra - por intermédio de Chico Xavier)


"Acima de tudo, guarde o seu coração, porque dele brota a vida."
(Provérbios 4:23)

Saudações poéticas ao querido companheiro de letras e sentimentos, Aldo.
Abraço fraterno
aos demais amigos e visitantes do "Realidade a Varejo".
Franca Leal

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Alusão a Resende


Para falar de minha cidade
Quero rimas simples,
Rimas brancas,
Rimas fáceis,
Rimas tantas.

Pois minha cidade é assim,
Sem nada descomunal,
Sem arranha-céus,
Sem construções faraônicas,
Sem multidões atônitas.

Quero apenas falar da Resende de meus sonhos
Quando criança aos sete anos de idade.
Quando era tudo para mim,
Meu mundo, meu globo.
Minha rua, onde tudo acontecia,
Onde brincava de piques,
Onde dei meu primeiro beijo.

Quero falar da Resende que vejo hoje,
Uma Resende que é tudo o que me sobrou.
Uma Resende que é minha ilha,
Meu refúgio alheio...
Alheio às guerras,
Alheio aos conflitos,
Alheio a este mundo...
Este mundo carcomido,
Este mundo poluído,
Um mundo um tanto desiludido.

Mas, para falar de minha cidade
Não quero suspiros,
Não quero fanfarras,
Não quero estátuas de bronze
Nem bandas tocando na praça.

Quero apenas uma foto encardida pelo tempo
De sua ponte de metal em minha gaveta.
Quero somente a lembrança dos tempos de criança,
A esperança de lhe ter sempre como um refúgio.

Sendo assim,
Não me venha com ufanismo
Nem com um pseudolirismo,
Pois já estou velho e cansado demais.
Para retratar minha cidade venha assim,
Com rimas simples,
Com rimas brancas,
Com rimas fáceis,
Com rimas tantas.

Não me venha com artificialismo,
Sonetos, métricas e coisas afins.
Porque eu quero antes falar da Resende
Que existe dentro de mim.


abraços,
WML

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Linhas de consolo

Nas linhas em que venha
a pousar seus olhos agora
trazendo conforto e consolo,
sentimentos partilhados
nessa chuva de luz que não vemos,
que se faça sentir como alento
no peito daqueles que sofrem.

Bem aventurados os que choram,
porque sentem, enobrecem,
fortalecem o laço de superação
na vida ou na morte
afagando a existência,
enfeitando o cenário,
abrindo uma janela
para a glória maior
e enfim, o aconchego.

* Jenny Faulstich

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Inconsciente

Inferno de medos.
Calor de um sentimento
que me cria a fome
de inspiração,
de desejo,
de querer e não poder.
Insensatez.
Agir sem intenção,
insconciente ou não,
loucuras de um coração.

Franca Leal

Amigos do “WC”

Pois é! Passei a vida toda tentando descobrir algumas coisas complicadíssimas sobre a terra, sobre o homem, sobre a mulher (o orgasmo então nem se fala), sobre o início de tudo, onde estamos, para onde vamos, quem somos e o que existe depois de tudo isso.

Até que um dia desses praticando filosofia etílica ou “de botequim” com um grande amigo, chegamos à conclusão de que buscávamos muito mais da vida do que poderíamos ter ou até mesmo entender. Sim, é verdade! Imagine só que depois de dissertarmos a cerca da criação do universo, do orgasmo feminino (não chegamos a nenhuma conclusão que se possa ser levada em consideração), passarmos pela existência divina, concluirmos que Elvis não morreu (ou morreu?), enfim nada disso importa muito!

O que de fato importa é que descobrimos que não sabíamos o significado da sigla “WC”, o que até então sabíamos é que universalmente indica banheiro, louco isso não? Sabemos para que merda ela serve, mas não sabemos que merda ela significa. Cheguei a pensar até em uma piadinha: “Descobri que não sabemos de merda nenhuma!”, mas resolvi não comentar, por muito medo de perder o abacaxi cheio de vodka, ou digo, de perder o amigo.

Pois é! Se juntar os vinte e muitos anos do meu amigo e mais uns vinte e tantos outros muitos meus, lá se vão mais de 60 anos da mais pura ignorância sobre as coisas simples da vida. E isso me fez repensar toda a minha vida e relembrar das coisas simples que me deram muita felicidade, como por exemplo, que passei boa parte dessa ignorante vida, procurando saber o coletivo de sapo. Agora me dou conta de ter procurado por muito tempo o substantivo, mas que passei momentos agradabilíssimos junto à família e amigos, pois cada vez que o assunto vinha a tona riamos muito com as diversas opiniões erradas e distorcidas acerca do assunto. Pois era exatamente essa descontração que trazia a sensação de leveza no espírito e felicidade.

A parte engraçada é que só me lembro de quando descobri a solução desse doce problema, porque a pessoa que me falou, fez com que a solução da minha dúvida fosse especial, pois se não fosse assim eu já teria esquecido, assim como esqueci aquela “maldita” regrinha, da qual os professores se aplicaram por diversas vezes a ensinar-me. Uma em que diz que alguns substantivos coletivos são compostos do substantivo mais o sufixo “ria”, ou algo parecido.

“Que meus professores nunca leiam este texto.”

De tudo, vejo hoje que sonhei em ser feliz com as coisas grandiosas e fui surpreendido pela vida com as mais singelas, pois a felicidade não está no fim, ou no resultado, está no caminho que percorremos.

Depois de muito pensar, sobre os dois ocorridos e praticar muita filosofia etílica individual e também grupal envolvendo todos os participantes na questão, percebi que se hoje descobri que não sei merda nenhuma nessa vida, eu agradeço aos meus grandes amigos. Percebi também que se vou aprender mais alguma merda nessa vida de agora em diante eu também vou dever isso a eles. Tendo aprendido toda essa merda, e se é que merda tem algum lado bom ou existe merda no bom sentido. Aqui termina mais uma pequena e feliz jornada da minha vida ao descobrir o significado da sigla “WC”. Agora sei que outras caminhadas virão assim como também virão novos amigos, afinal esse é o grande mistério da vida, o ciclo, a cada dia aprendendo uma merda nova, mas que fazem toda a diferença para ser feliz.

Eu já ia me esquecendo de esclarecer sobre o que me levou a escrever essa merda toda. “WC” significa: juntar seus amigos em uma grande roda, perguntar coisas como as que aqui foram descritas e dar muitas risadas.

Então meu conselho a todos é : Aproveite e viva os momentos felizes dos quais ela é composta e pare de buscar coisas grandiosas felicidades utópicas ou baseadas em sentimentos e bens.

Quanto ao “WC” pesquise no Google, quem, sabe você não consegue dar boas risadas assim como todos que participaram dessa caminhada.



Edson Carvalho Miranda

11-11-08


Agradecimentos:

A todos os amigos que viveram essas experiências junto a mim e aos colaboradores dos blogs “Realidade a Varejo e O bucaneiro”, que a cada dia ficam mais a cada de todos nós, navegadores, bucaneiros do conhecimento e desse gigantesco mar digital.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trilha Sonora I - Pós 'Dia das Bruxas'


Resolvi compartilhar com os amigos e visitantes do Realidade, algumas músicas que têm formado a trilha sonora desses meus últimos dias... Entre altos e baixos, mais baixos que altos, até porque geralmente as músicas têm um quê de "dor de cotovelo" ou algo parecido e em estilos variados, segue então, rs. (Fonte: http://letras.terra.com.br)
Abrçs,

Jenny


Canção pra você viver mais

Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:
Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar

Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Faz um tempo que eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

Deixei que tudo desaparecesse
E perto do fim
Não pude mais encontrar
O amor ainda estava lá
O amor ainda estava lá

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

(Intérpretes: Pato Fú)


Epitáfio

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

(Intérpretes: Titãs / Composição: Sérgio Britto)




Palavras de um futuro bom

Anda!
Enquanto o dia acorda
A gente ama
Tô pronto prá te ouvir
Aqui na cama
Te espero "vamo" rir
De todo mundo
Nesse quarto tão profundo

Pára!
Repara!
Tente ver a tua cara
Contemple esse momento
É coisa rara
Uma emoção assim
Só se compara
A tudo que nós já
Passamos juntos

Preciso tanto
Aproveitar você
Olhar teus olhos
Beijar tua boca
Ouvir palavras
De um futuro bom

Palavras! Palavras!
Palavras de um futuro bom
Palavras! Palavras!

Preciso tanto
Aproveitar você
Beijar teus olhos
Olhar tua boca
Ouvir Palavras
Palavras! Palavras!
De um futuro bom...

(Intérpretes: Jota Quest / Composição: Rogério Flausino)



Nasci para Chorar

Eu levo a minha vida chorando pelo mundo
Talvez até tivesse algum desgosto profundo
Procuro na memória, procuro me lembrar
Mas eu não posso
Nasci para chorar

Se vejo uma garota olhando para mim
E ela me pergunta por que eu sou tão triste assim
Eu fico sem resposta, digo adeus e vou embora
Pois é hora
É hora de chorar

E ainda continuo a felicidade procurando
Mas sempre solidão e a tristeza encontrando
Às vezes desconfio que a alegria é ilusão
E que o amor, não entra no meu coração

Não sei por que razão eu sofro tanto desse jeito
As garotas dizem que ser triste é meu defeito
Eu quero é ser alegre, ter alguém para amar
Mas eu não posso, não posso, nasci para chorar.

(Intérprete: Cássia Eller / Composição: Dion di Mucci / Erasmo Carlos)


Sinônimos

Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte

Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

(Composição: Chitãozinho e Xororó / Zé Ramalho)



Não aprendi dizer adeus

Não aprendi dizer adeus

Não sei se vou me acostumar

Olhando assim nos olhos teus
Sei que vai ficar nos meus

A marca desse olhar


Não tenho nada pra dizer

Só o silêncio vai falar por mim

Eu sei guardar a minha dor

Apesar de tanto amor vai ser

Melhor assim


Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores

Vem e vão são aves de Verão

Se tens que me deixar que seja

Então feliz


Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir sem lágrimas

No olhar, se adeus me machucar

O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.


(Intérpretes: Leandro e Leonardo / Composição: Joel Marques)



Mais uma Vez


Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo

Quem acredita sempre alcança

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende


Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo

Quem acredita sempre alcança.

(Intérpretes: 14 Bis / Composição: Flávio Venturini - Renato Russo)


*** Gostaram??? rs

sábado, 8 de novembro de 2008

Causalidade



Nunca entendi a arte que se explica. Sempre critiquei as explicações dos artistas plásticos a respeito de suas obras, contudo...

O poema acima é fruto infecundo de minhas incursões na poesia concreta. Tem toda uma explicação pseudo-filosófica sobre aquela dicotomia e antagonismo complementar entre o reducionismo cartesiano-newtoniano (vendo tudo como fruto de regras naturais bem definidas, causa-efeito) e a complexidade de Morin, Prigogine, Maturana etc.

Mas se eu tiver que explicar significa que realmente o poema não tem poesia... ou muito concreto para pouca arquitetura.

Por sinal, Morin defendia que alguns poemas falam mais de filosofia que os próprios textos filosóficos.

Vai saber...


WML

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"Tudo passa"

Realmente, tenho dito. E já que a amiga Inês Dalla Vecchia tocou no assunto, vou contar meio que informalmente, como adotei essa frase. Aliás essa história me foi contada não faz muito tempo, por alguém que a ouviu do próprio Chico Xavier.
Chico disse que num dos diversos
momentos em que se viu em extrema dificuldade e amargura, quando o cansaço e a dor pareciam lhe corroer por inteiro, e se sentia incapaz de continuar seus trabalhos, ele orou e pediu ao Mestre que lhe permitisse o descanso do seu corpo e sua alma, visto também que já estava muito doente, ou que ao menos lhe desse um consolo para amenizar suas dores físicas e mentais. Quem respondeu foi Emmanuel, dizendo a Chico que anotasse a seguinte frase: "TUDO PASSA" e a colocasse na cabeceira de sua cama, para que todos os dias ao acordar, se sentindo extremamente cansado e incapaz, recordasse simplesmente de quê 'tudo passa', a aflição, a dor, a tristeza, o cansaço, e que não poderia deixar de cumprir com seu trabalho, suas responsabilidades, sua missão...
Não sei dizer em qual livro esse texto foi
publicado, mas qualquer hora dessa eu páro para procurar. Postarei futuramente para informar, ou quem souber, por favor deixe sua participação nos comentários. Segue:

"Todas as coisas, na Terra, passam:
Os dias de dificuldades...
Os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas...
As frustrações que nos fazem chorar...
A saudade do ser querido, que se vai na mão da morte...
Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos
maiores e melhores que os outros...
Essa vaidade interna que nos faz sentir
como o centro do universo...
Dias de tristeza...
Dias de felicidade..."

Ou seja, tudo que passamos são lições necessárias, e que, na Terra, passam, massss deixam no espírito imortal as experiências acumuladas.

"Não há mal que dure para sempre."


"TUDO PASSA!"


Aliás ainda não coloquei na cabeceira da minha cama, mas vou colocar, pois mesmo que eu diga sempre, tem momentos em que também esqueço e acabo por sofrer mais do que o "combinado" e como também digo sempre por meio de outra frase adotada (essa já adotada há muito tempo): "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional".

ps.: Algo da qual não vou esquecer, é de quem estava ao meu lado, recebendo junto comigo essa mensagem. Meu muito querido amigo, Leonardo Ribeiro (Léu), a quem gostaria de dizer: muito obrigada, de coração, pelo carinho, pela atenção e por todas as lições.

* Jenny Faulstich

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

À perda de um ente querido


Quebra-se o vidro:
Vermelho-chão.
Parte-se a garrafa:
Penetra na fresta,
No furo, no vão.
Ex-vinho, ex-festa.


Resende, 2008
WML

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Carícia nos lábios

Carícia nos lábios.
Carícia refrescante
que escorre,
que atenta,
simples beleza.
Antes que eu pense
me oferece
aceito, sacio
e devolvo-lhe
a garrafa de cerveja.

Franca Leal

Ou...

Estás no meu olhar que se perde na multidão...
Por esse sentimento involuntário te peço perdão.
Pelo desejo intenso que me dói no corpo,
peço de tua compreensão somente um pouco,
o suficiente para que possa me devolver o fôlego,
ou o dobro para satisfazer tão carnal anseio
e que finalmente possa repousar em meu seio,
desavergonhado, saciado, muito bem acompanhado.

Franca Leal

Deus

Deus sentado nas nuvens
Com barbas
Tão longas
quanto brancas
Rindo
De suas piadas
Criadas:
Humanos matando por Deus
Humanos matando por Deus

Resende, 2008
WML

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Poemas (um cárcere?)


Há muito não escrevo poemas,
Ao menos, não em verso.
Porém, a inspiração, eu a meço
Em pontos, vírgulas ou tremas.

A prazo à vista a varejo –
A realidade é o que vejo,
Privada pessoal intransferível,
Um universo a todos invisível.

As rimas me escapolem às mãos.
Desdenho-as. Não as desejo.
Aliterações de psitacídeo em solfejo,
São sons repetidos em vão.

Gutural e espasmódica,
Em gesso branco cal gótica.
É Poesia encarcerada em pena,
Presa nas presas do poema.


Resende,04/11/08
WML


domingo, 2 de novembro de 2008

Faxina

Às vezes somos obrigados a mexer em nossas bagunças. É um trabalho difícil... tirar tudo do lugar para ver o que há de útil ainda pode ser um processo lento e desgastante, mas absolutamente necessário.
Ontem estive remexendo em uma caixa antiga. Achei-a em um lugar que pouco ou nunca visito; o porão. É um lugar feio. Escuro. Abafado. Pesado. Tenho certo medo do porão... tenho a sensação de que fantasmas podem me atacar naquele lugar.
A caixa estava muito empoeirada e muito pesada. Percebi que se quisesse abri-la teria q fazê-lo ali mesmo. Com certo esforço consegui soltar a fita que a lacrava e pude rever os objetos que havia posto ali.
Lembranças... tantas que era impossível contar. Amores mal resolvido. Relacionamentos fracassados. Algumas risadas e muitas, mas muitas fotos.
É estranho como podemos nos perder de nós mesmos. Fotos antigas nos mostram a pessoa que éramos e avivam as diferenças entre o que nos tornamos e o que desejávamos pra nós. Encontrei uma antiga foto minha com alguns amigos... faz tão pouco tempo, cronologicamente falando, mas parece que foi há um século.
Éramos tão jovens, tão sorridentes, tão descompromissados com tudo. O que mudou? Onde estão meus amigos? Por que nos afastamos tanto a ponto de não nos dizermos mais sequer "olá"? Vasculho mais um pouco na "caixa" e encontro a resposta, soterrada sob cartas e bilhetes velhos. Orgulho demais cega o espírito e envenena a alma.
Quem nunca foi orgulhoso demais para voltar atrás após um erro? Quem nunca perdeu no tempo um laço importante apenas por não dizer o que deveria ser dito no momento certo? Quantas vezes exageramos e deixamos que a raiva e o rancor destruíssem algo que nos era caro?
Ahhh... apenas quando olhamos para nossas "caixas", aquelas que guardamos em nossos "porões emocionais", é que percebemos quantas coisas inúteis guardamos, ocupando o lugar de outras bem mais importantes. Olhando para minha vejo que guardei muita coisa boba, muita quinquilaria que, hoje, de nada me serve.
E é por isso que é tão difícil fazer faxina. Limpar. Jogar fora. Livrar-se de inutilidades. Dizer pra si mesmo que aquilo que era importante não nos serve mais, não tem mais lugar em nossas vidas. Chega um tempo em que as mágoas devem ser abandonadas, os rancores varridos porta a fora para que algo maior possa entrar.
Retirei algumas fotos da caixa e olhei-a, mais uma vez, certa de que seu conteúdo não mais me interessava. Eram apenas tralhas inúteis, afinal.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Meu anjo Solidão

Solidão!
Desabo nos braços da ilusão
que nunca vou sentir
além da minha imaginação.

Solidão!
Tristeza que externa o silêncio
do meu coração cansado
de vivenciar essas mentiras.

Solidão!
Esse anjo que me protege
está sempre ao meu lado
e que realmente gosta de mim.

Franca Leal

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Minha nova era, poética!

Eu... Poética...
como a sombra que dispersa
para uma nova era do meu ser...
Um nova era para viver intensamente.
Tristeza?! Missão suspensa!
Coração?! Guia minha mente!

Nova flor que desabrochou na dor
para sentir a beleza eterna do amor.

Seguirei a lua
até tocá-la com meu olhar.
Boa viagem, até que eu chegue lá,
e descubra que lá, já estive,
cheia, minguante, crescente,
errante, distante,
amante,
nova!

* Jenny Faulstich

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Despertada, des-atenta e declarada

O calor de um inferno interno
vão além do meu choro de sangue,
faz-me desejar acordar de um pesadelo,
em que me vejo desnuda
num completo desprezo.

Minha alma vaga silenciosa e calma
nesse irônico e incômodo desejo
e crê que algum dia
o espelho realizará o anseio
de não mais mostrar, o que vejo.

Franca Leal

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Coisas que chegam ao coração...

Algumas coisas me impressionam.
São aquelas que chegam ao coração.
Uma lembrança, uma palavra
de esperança, carinho ou perdão.

Tocam minh'alma trazendo a reação
de sentir que algo em mim ressalta
vida, harmonia, beleza, emoção.

Consigo ver então
o brilho das estrelas
refletindo pelo chão,
faz com que seja iluminado
até mesmo o que ser que ama
e finge que não,
resplandecendo as flores
do jardim dos amores
por aí perdidos ou abandonados,
nenhum ainda por mim, encontrado.

Enfim,
já que dizes que eu existo
digo a ti que agora sinto
o que eu já havia esquecido.

Franca Leal

(RE) SENTINDO

Lá fora o dia passa em primavera. Pássaros cantam. O sol torna a brilhar após longo período de estiagem. A vida acontece lá fora e, no entanto, dentro de mim um eterno outono despedaça minha alma.
Porque quando estamos tristes transpomos para o exterior nossas angústias e desafios? Ah! Seria tão mais simples se um dia claro pudesse espairecer nossas dúvidas e fazer-nos mergulhar em ondas de contentamento. Contudo não é o que percebo. Prefiro inclusive os dias nublados que me acolhem em minhas meditações. Os dias claros apenas me fazem perceber o quanto de vida estou perdendo em dores amargas e inúteis. Vazias. Passadas.
E aqui estou eu novamente falando do passado!
P-A-S-S-A-D-O!!!
Não existe mais.
E, no entanto, prendemo-nos tantas vezes àquilo que se foi, revivendo velhas dores, velhas mágoas, plantando conscientemente sementes para futuras lágrimas. Mas o que se há de fazer? Não existe remédio certo para um coração partido. Palavras são apenas palavras e trazem consolo momentâneo para nossas aflições. Como diria Neruda, “é tão curto o amor e é tão longo o esquecimento.”.
A cura sempre vem em doses homeopáticas, ao inverso da paixão, que arrebata e consome em curto espaço de tempo, deixando apenas a dor como lembrança. A grande alegria de tudo isso é saber que, em algum momento, sem aviso prévio, sem um bilhete de adeus, sem sequer um “tchau”, ela se vai. Sem despedidas, sem saudades, sem nada. Apenas uma ausência leve, (pré)sentida em momento de solidão acompanhada.
E é assim neste eterno (re)sentimento de coisas que podemos sobreviver ao eterno ciclo do amor e do esquecimento.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

"Eu", ela, eu e os versos

Comecei a conhecer um pouco da obra de Florbela Espanca, por indicação de dois queridos amigos: João Marcello (Johnny) e Robson Santos (Robinho). O comentário de um deles, embora já faça - gentilmente falando - um bommm tempo, e corrijam-me se eu estiver equivocada, foi algo similar à: "Seus versos têm um 'quê' de Florbela, você já leu?". Até então eu nunca tinha sequer ouvido falar. Procurei na 'grande rede' por alguns poemas de autoria dela para ter noção sobre esse 'quê', pois pareceu-me ser um grande elogio. Um dos primeiros que li:


"EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,
eu sou a que na vida não tem norte,
sou a irmã do sonho, e desta sorte
sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
e que o destino amargo, triste e forte,
impele brutalmente para a morte!
alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
sou a que chamam triste sem o ser...
sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou,
alguém que veio ao mundo pra me ver
e que nunca na vida me encontrou!"


Causou-me aquela reação do tipo: "onde assino?". Ultimamente tenho lido um pouco mais, o que na verdade acho que deveria ser um hábito constante e admito, não leio com a freqüência que gostaria. Mas estou me esforçando. E para compartilhar entre outras descobertas literárias maravilhosas que tenho felizmente vivenciado, mais uma citação de Florbela, que encontrei no livro 'Poesia de Florbela Espanca' Volume 2, que me fora emprestado gentilmente pelo amigo Abel Ricardo:

"...O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista, sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"

Abrçs...
* Jenny Faulstich

Apresentação: Dalréa

Hoje estou árvore, às vezes estou bicho, noutras pedra, mas hoje estou verde, farta, frondosa. Tenho sombra, tenho frutos, raízes profundas e folhagem esparramada. Quero o sol, quero a chuva e ninhos na minha ramagem. Amanha, não sei.

Dal

Apresentação: Liz Toledo

Apresentar.
Definir.
Como dizer quem sou se nem ao menos Eu o sei?
Peço ajuda ao poeta para elucidar até para mim mesma um pouco de minha alma desconhecida.

Não Sei Quantas Almas Tenho
(Fernando Pessoa)

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

Coletivos I - Sereno iluminado

Final de expediente. Iniciei o meu caminho, dessa vez, direto para casa. Como já faz parte da rotina, a condução que necessito demora a aparecer, porém, dessa vez, o sereno caindo e a pressa aumentando, saí do escritório sem o bendito guarda-chuva e comecei a perceber que o sereno evoluía. ‘Só falta virar chuva’ – pensei.
Eu que já previa a demora – ‘previa’ nada, afinal, rotina é rotina, mas mesmo assim, torcia para que a demora não acontecesse – havia jogado na bolsa um livro para ajudar a encurtar o percurso, caso o motorista bondoso viesse a passar pelos caminhos menos vibrantes. Lendo, compreendendo, me identificando com alguns dos poemas de Leonor Vieira-Motta, selecionando algumas páginas com um clipe ou uma dobra no cantinho da folha – visto que o livro me pertence, não dobraria um livro emprestado – parei no poema intitulado “Para estar vivo basta morrer”. Espero que Leonor – que já tive o prazer de conhecer em um momento inesperado e memorável; uma das edições do Sarau Imortais: Mulheres – não fique brava ao ver que citei seu poema sem permissão, mas eu não resisto aos versos que de alguma forma me tocam ou que me identifico:
"Morre-se de rir / de quem morreu de susto..."
Não teve jeito, logo ri, lembrando de uma cena de um susto alheio da qual caí na gargalhada... Desculpem a minha memória bem humorada. Concentrando no poema...

"Morre-se de rir
de quem morreu de susto
e de fome
de que também se morre.

Morre-se de raiva
de quem morreu de inveja
e de tristeza
de que também se morre.

Morre-se de pena
de quem morreu de vontade
e de medo
de que também se morre.

De paixão também se morre
quem sobrevive
não morre de véspera
morre de amor."

O ônibus parou, e o motorista – vesgo – simplesmente nos abandonou! Desceu, atravessou a rua e entrou na padaria – se eu soubesse teria lhe pedido pra trazer um doce, quem sabe um sonho – ainda no embalo da poesia, abri a janela e me peguei admirando o sereno iluminado. No momento já estava bem mais denso e as cenas pareciam transcorrer em câmera lenta nessa minha viagem emotiva imprevista. Voltou o motorista, torno a dizer, vesgo, e jovem, claro que me chamou a atenção quando eu havia adentrado no ônibus.
Retomando o percurso, o sereno forte, iluminado, óbvio que pela luz de um poste, em que estava amarrada uma faixa, muito bem desenhada, cores em harmonia, enfim, chamando a atenção de forma muito agradável. Não recordo o nome do feliz homenageado, mas não esquecerei o que dizia: "Parabéns pelo seu aniversário, nós te amamos", e não pude ler os nomes dos autores da tão bem exposta homenagem, pois o ônibus já estava virando a esquina, e ironicamente me deparei com outra faixa, dessa vez presa nas grades de uma instituição pública – em que dizia: "Estamos em GREVE". Letras na cor vermelha e o fundo em amarelo, gritante... Achei interessante o contraste. Analisei brevemente algumas coisas entre o que diz o poema, o sereno, o contraste das faixas – motivos, objetivos, acasos e efeitos.
Mas a outra questão é que resolvi descrever o fato, e na situação, nada de papel, nada de caneta... ‘Ainda bem! O celular para quebrar o galho!’ Acessei as anotações da agenda, tentei escrever o mais depressa possível, até mesmo abreviando para não correr o risco de deixar para escrever os detalhes depois e nunca mais tornar a lembrar. Dei-me conta que o ônibus já estava chegando ao meu ponto de destino, eu teria que parar com as anotações. Só então vi que eu tinha esquecido completamente de fechar a janela e molhara o visor do meu celular. Num gesto breve, sequei-o com a beirada da camisa. Levantei, encaminhei-me para a saída. Só tinha esquecido mais uma coisa... Tinha esquecido de salvar!... Confesso, não esqueci não, mas creio ter causado uma reação interessante pra quem leu até aqui. Na verdade, perdi o texto-rascunho-inicial sim, mas foi pior do que ter esquecido. Abafada, pois já estava bem próximo ao ponto – mas bem próximo mesmo, sequei o visor do celular, levantei rapidamente e crente de que apertaria a tecla correta para gravar as anotações, apertei sei lá qual delas, menos a que deveria. Não tinha nem percebido. Na certeza de que tinha feito tudo certinho, desci convicta de que chegando logo em casa, passaria a limpo e terminaria de descrever o fato, e decidida a não mais deixar de escrever tudo que me chamasse a atenção, como sempre acontecia até então.
Só sei que chegando em casa e me deparando com o meu querido e básico aparelho, uma tela que não deveria estar aberta, que dizia “novo comentário”. ‘Ué!’ – pensei – ‘celular desgraçado, terei que lembrar tudo outra vez’. A diferença foi que dessa vez não desisti, esforcei-me e acho que consegui lembrar e passar, alguns dos vários detalhes que vi, senti, e queria de alguma forma, imortalizar. Teimosa que só, dessa vez pelo menos consegui, por mais simples que pareça ser. Superei um fantasma que muito me incomodava.
Quanto ao que me passou pela cabeça nessa junção e análise das cenas e imagens que me chamaram a atenção, guardarei para mim, a minha conclusão. “Para estar vivo basta morrer” – “um sereno iluminado” – “nós te amamos” – “Estamos em greve”. De repente eu compartilhe num dia qualquer, quem sabe até num poema, é uma idéia. Mas e você, o que acha?

* Jenny Faulstich

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Estilhaços do Olhar

A lágrima desperdiçada
pela presença ausente
numa omissão ingrata
que o coração consente
são estilhaços de um olhar inconseqüente
estilhaços de um olhar entorpecente
estilhaços de um sorriso feliz
não direcionado para mim
e causaram feridas sem fim
pelo nada que sempre se quis.

E o que me resta é o olhar,
triste olhar,
vago olhar,
o meu olhar
vendo o inteiro mundo vazio do meu coração,
já não sabe mais o que é amar,
olha triste tudo que vê passar,
mas nada vê,
ninguém vê,
ninguém quer ver... meu olhar...

Franca Leal

Onde estão os Direitos HUMANOS!!?

Sei que parece repetitivo, e sei que não é a primeira vez que vamos ver esse tipo de tragédia “anunciada ou não”, mas se os policiais tivessem atirado e matado em frente às câmeras o Lindemberg Alves com certeza estaríamos vendo varias pessoas e os “Direitos Humanos” querendo a cabeça do policial que atirou e condenando a atitude de policia. Como quem morreu foi novamente a vitima, a pessoa que não estava transgredindo a lei, e que não oferece risco a sociedade, então não vemos o pessoal dos direitos humanos se manifestarem, e se o fazem, não o fazem de forma que seja suficiente para a sociedade.Não seria talvez seja por conta da falta de exemplo, e a certeza da impunidade por parte dos animais que comentem crimes como este? Até quando seremos obrigados a conviver com tanta selvageria?Fico me perguntando até quando ainda vamos ver, aturar, e conviver com cenas como essa da menina Eloá e Nayara de Santo André como a do mínimo João Helio do Rio e tantas outras tragédias passadas e que estão por vir se continuar como está? Nossos impostos não são pagos justamente para que policiais sejam treinados para resolver crises como essa?Será que existe alguma coisa a ser feita para buscar uma solução?Continuo batendo na tecla que nós cidadãos comuns é quem somos culpados! Por dois motivos, não cobramos das autoridades soluções para a violência exacerbada e a falta de impunidade (só nos dias que acontece) e banalizamos a morte de pessoas inocentes, passou a fazer parte do nosso dia a dia. A maioria das mortes não nos comovem mais.

Quando estava terminando de escrever esse desabafo em forma de questionamento e revolta
contra a violência, tive a notícia sobre o pai da Eloá, então escrevi o complemento e vou colocá-lo aqui também, na mesma postagem.

Sogro e genro na mesma cela?

Após a tragédia que foi a morte da menina Eloá e o enterro do corpo da menina, somos surpreendidos pela notícia de que o pai dela é foragido da policia de Alagoas sob a acusação de fazer parte de grupo de extermínio formado por policiais militares. Seria muita ironia da vida ver Aldo José da Silva ( pai de Eloá) e Lindemberg Alves, (Namorado e assassino da Eloá) dividirem a mesma cela. Como dizem alguns sábios os fantasmas cultivados por um homem o segue pela vida toda, e um dia o encontra, o que nos dá a certeza de que o inferno é aqui e que nossos crimes não ficarão impunes.

Apresentação: Edinho Miranda

Assim sou eu.

Sou cidadão do mundo!
Escravo da solidão!
Divorciado do amor,
casado com a paixão...
Não quero lares nem uma “vida”!

Apenas ser feliz!
Felicidade,
precisa de sorrisos,
E sorrisos, não posso lhe proporcionar por toda a vida!
Quero então, o melhor de ti.
O sorriso também! Mas este, sempre será teu!

Quando comigo estiveres
Que não exista mais nada,
Apenas, você e eu, em um só nós!
Sem medos ou pecados
Sem roupa ou pudor

Apenas dois corpos jogados,
Gelados, suados, cansados
Corações acelerados
E um momento imortalizado
Amor!, sofrimento...esperança. Não!!!!
Prefiro lembrar-te eternamente a sofrer uma “vida”

Incêndio, chuva, vendaval
Infindável ritual,
a cada chegada, a cada despedida
Não me queiras como seu
Faça-me apenas, seu ponto de partida.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Apresentação: Jenny Faulstich

Apresentação é algo delicado de se fazer... escolhi um poema para falar por mim... e aos poucos, como é a proposta do blog, vamos nos conhecendo... 'a varejo', rs, abrços... Jenny


MINHA SINA

Meu suplício que tanto tento impedir
chega ao ponto em que não posso mais fingir,
desisto de tentar entender ou sorrir
e converto minhas torturas em elegias
esquecendo minhas conquistas e alegrias
pois nada mais faz sentido em meus dias.

Então eu me enlaço com a solidão,
tristeza intensa que parece não ter fim.
Já passou a ser minha sina, minha condição,
porque ninguém vai fazer uma canção de amor pra mim.

* Jenny Faulstich *