quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Longe dos meus braços

Não durmo
para não sonhar
com um amor para esquecer.

Longe dos meus braços
o amor está,
nada posso fazer.

Guardo um cálice divino
e recolho-me em vômitos e escarros
até o amanhecer.

E em meus braços,
somente dores, tristezas,
horrores a florescer.

* Jenny Faulstich

Um comentário:

Edinho disse...

Tentei criar mil palavras para elogiar.
Tentei achar um jogo inteligente de versos
para dizer o quanto você foi feliz ao escrever,
mas a única palavra que me martela
na cabeça ao ler sua poesia é FORTE!

Não sei se é uma mensagem que a poesia
Passa mesmo que sublime ou intencionalmente
feito pela autora ou simples coincidência
ou até se de fato é uma qualidade da poetisa.

Lá no fundo sei que é um adjetivo comum
a ambas, criadora e “criatura”.
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Edson Carvalho Miranda
Blog O bucaneiro
http://obucaneiroed.blogspot.com